No último sábado, 9 de agosto, o Auditório da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Câmpus de Santiago foi palco de um momento histórico para o município: a realização da Conferência Livre de Políticas para Mulheres – Mulheres Santiaguenses na Resistência, promovida em parceria entre a Universidade e os Coletivos de Mulheres de Santiago: Coletivo Sobre Elas, Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Santiago e UBM Santiago.
O encontro reuniu mulheres de diferentes trajetórias e setores da sociedade civil, que compartilharam experiências, discutiram desafios e propuseram caminhos para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à igualdade de gênero. Assim como as conferências municipais, as Conferências Livres são etapas preparatórias para a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM), garantindo que as demandas locais cheguem às esferas estadual e nacional.
A programação foi aberta com o momento cultural do Coral Cantar é Viver, da URI Santiago, seguido pela apresentação do tema e objetivos do encontro. O painel principal contou com falas de destaque, abordando diferentes eixos temáticos:
Rosangela Montagner – Enfrentamento a Todos os Tipos de Violência Contra as Mulheres
Cátia Cristina Velasco – Luta contra a opressão de mulheres pretas no mercado de trabalho
Lohana Valentini e Vitória Boff Damian – Diversidade e Inclusão: Combate às Discriminações
Eva Maristane Rodrigues Muller – Participação Política e Fortalecimento Institucional
Gisele Kolinski Ribeiro – Saúde Integral, Mortalidade Materna e Direitos Sexuais e Reprodutivos
Eliane Doraide Gavioli Anibele – Desenvolvimento Sustentável e Direito à Terra e Moradia
Andriéli Cardoso – Autonomia Econômica e Igualdade no Mundo do Trabalho
O evento também contou com a presença das conselheiras estaduais dos Direitos da Mulher, Denise Argemi, Elizabeth Valdez e Josieli Miorim, reforçando a importância da escuta ativa e do diálogo plural para a construção de políticas públicas eficazes.
Após as falas iniciais, as participantes se dividiram em grupos temáticos para debater e formular propostas a partir da pergunta norteadora: "Quais diretrizes e/ou políticas públicas podem atender às especificidades das mulheres de Santiago, que contribuam para uma sociedade mais justa, igualitária e sustentável?". As ideias levantadas foram socializadas e organizadas para integrar as etapas seguintes da CNPM, incluindo a escolha da representante local para a fase nacional.
De acordo com a organização, a Conferência garantiu a participação das diversidades femininas, contemplando diferentes segmentos e realidades – desde o campo até a cidade – e valorizando expressões culturais e artísticas como parte da resistência e do protagonismo feminino.
A URI Santiago, como instituição de ensino superior comprometida com a transformação social, reafirmou seu papel como espaço de diálogo e construção coletiva, fortalecendo parcerias com organizações da sociedade civil e incentivando a participação cidadã.