Na noite de terça-feira, 11 de novembro, aconteceu no Espaço Strazzabosco uma sessão dupla de cinema .Iniciativa da disciplina de Projeto Integrador de Fundamentos Sociais do Curso de Psicologia da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Câmpus de Santiago.
A primeira exibição foi o documentário “Ditadura Nunca Mais”, dirigido por Kallyo Aquiles. Com uma linguagem direta e sensível, o filme vai além do relato histórico, ele dá rosto e voz à dor de um país que ainda busca compreender seu passado. Cada depoimento traz coragem e memória, lembrando que o esquecimento também é uma forma de violência.
A curadoria coletiva foi dos acadêmicos do Curso de Psicologia Maria Isabel Escobar, Carlos Eduardo Machado, Rafaela Lopes e João Emiliano Vizcaychipi e da Profa. Rosângela Montagner. Já o debate foi mediado pela Profa. Bárbara Saikoski, docente do Curso de Direito da URI Santiago, que aprofundou a reflexão:
- A exibição de documentários que resgatam a memória não é apenas uma ação cultural, é um exercício de cidadania, um ato de resistência intelectual. A Universidade tem o papel inegociável de provocar reflexões sobre o passado -, disse a docente.
Ela seguiu analisando a tortura como uma afronta jurídica e uma devastação psicológica, concluindo que preservar a memória histórica do Brasil é um imperativo ético. Relembrar não é reabrir feridas, mas impedir que elas sejam esquecidas e, assim, repetidas.
Em seguida, o público assistiu ao Curta “Mar de Mães”, de Letícia Prisco, escolhido pelos acadêmicos Laura Minussi, Rafaela Holanda, Mariane Macedo, Wellington Ribeiro e pela Prof.ª Rosângela Montagner. A obra aborda a maternidade sob uma ótica íntima, revelando seus desafios emocionais e a importância das redes de apoio.
A curadoria mostrou sensibilidade ao propor um diálogo entre os dois filmes: um voltado à memória coletiva e outro à experiência individual. Ambos ressaltaram o papel do cinema como ferramenta de reflexão e empatia.
A URI Santiago inova ao transformar o espaço acadêmico em um ambiente vivo de aprendizado, onde práticas extensionistas e perspectivas diversas se cruzam para formar não apenas técnicos, mas cidadãos conscientes.
O cinema não age apenas como entretenimento, mas como instrumento de conhecimento. A tela, uma lente de aumento sobre a sociedade, foca na Psicologia, o Direito e a Sétima Arte, como ferramentas poderosas para dar alta definição, a história, memória, desafios e as belezas do ser humano. O evento terminou, mas a projeção continua na consciência de quem teve o privilégio de assistir.