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Sessões Cineclubistas encerram a temporada de 2025

02/12/2025 21h43
Última sessão aconteceu em frente ao Bar da URI
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Violência estrutural e Direitos Humanos fazem parte da narrativa do filme. Crédito Imagem./Ana Paula Ribas Kemerich

A última Sessão Cineclubista da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Câmpus de Santiago, aconteceu dia 27 de novembro com a organização do 8º semestre do Curso de Psicologia da Instituição e apresentação do filme: Trash: A Esperança vem do Lixo.


 

Muitos foram os palcos para as apresentações. O Espaço Strazzabosco, o Ginásio Aureliano Pinto, o Auditório da URI, e por fim estacionamento em frente ao Bar da Universidade, que acostumado ao vai e vem apressado do cotidiano acadêmico, transformou-se em arena de luz, sombras e expectativa. 

 

A última noite de cinema teve a curadoria  de Ana Luiza Maximiliano, Bianca Ferrari, Daniele Lima, Manuella Mattos, Milene Nicolae e da Professora Rosângela Montagner.

 

Enquanto as imagens ganhavam vida no telão, o Cineclube fez da calçada um território de escuta compartilhada. A projeção foi apenas o primeiro ato; o segundo desdobrou-se no debate, convidando todos a mergulhar em reflexões sobre desigualdade social, violência estrutural, direitos humanos e sobre aquela esperança teimosa que insiste em brotar em terrenos que o Estado visita apenas como sombra.

 

Para a Profa. Rosângela Montagner, a noite sintetizou a essência do projeto:

 

   - Fruir a cultura cinematográfica e fomentar o debate a partir de filmes, incentivando a leitura de imagens entre estudantes, afinando o seu olhar para a riqueza e a diversidade das diferentes linguagens presentes no mundo é também papel da educação. Assim, devemos potencializar o debate na universidade e comunidade santiaguense sobre o cinema e sua importância enquanto instrumento de reflexão -, destacou a Professora Rosângela.

 

Uma fala que soa como a própria alma da iniciativa, lembrando que o cinema transcende o entretenimento, pois é lente de aumento, espelho da sociedade, dissonância necessária e ponto de encontro.

- É importante democratizar o acesso à produção cultural, abrindo mais um espaço para que a comunidade regional e acadêmica, envolvidos pela magia e o encantamento da tela, exercitem juntos as múltiplas possibilidades de leitura que a linguagem do cinema oferece -, acrescentou a docente.

 

Com a sessão final, o Cineclube fecha sua temporada de 2025 como quem recolhe as cadeiras após os créditos, mas mantém também o projetor aquecido. 

 

Em 2026, a sala, seja ela um auditório, um estacionamento ou qualquer espaço que possa ser transformado, abrirá suas portas novamente. Novos filmes aguardam, novas conversas estão por vir, novas possibilidades de enxergar o mundo através da fresta iluminada de uma tela.

 

O claquete bateu, mas não sobrou o silêncio. O que se encerra não é a história, mas um ato; o que permanece é a ressonância. 

 

A projeção cessou. O feixe de luz se recolheu. Mas a câmara escura da mente segue se revelando num processo contínuo de sentidos e sentimentos. As memórias permanecem em um loop infinito de significados e à espera da próxima cena.








 

Fonte: Ana Paula Ribas Kemerich - NUCOM
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