Abelhas sem ferrão

Avaliação das condições ambientais


Apresentação

A composição do mel depende, basicamente, da composição do néctar e da espécie vegetal produtora que lhe conferem características específicas. No entanto, embora com menor importância, as condições edafoclimáticas (litologia, temperatura, umidade do ar, tipo de solo, entre outros), manejo do apicultor e espécie de abelha produtora de mel também influenciam as propriedades deste produto.

Abelhas nativas sem ferrão que produzem mel, denominadas "Meliponas" (Apidae, Meliponinae), estão presentes no continente desde antes da chegada da abelha estrangeira Apis mellifera. Existem registros de ocorrência de mais de 400 espécies dessas abelhas sociais capazes de produzir méis, abrangendo regiões tropicais e subtropicais. Tais abelhas são dóceis e de fácil manejo, barateando assim o custo de sua criação.

Os meliponíneos produzem uma quantidade de mel menor se comparados às abelhas A. mellifera, entretanto tais méis diferenciam-se pela doçura e aroma. Apesar da diferença mencionada entre os méis, a legislação brasileira não possui padrões para a caracterização de méis de meliponíneos, sendo que a legislação existente para méis de abelhas A. mellifera é inadequada para avaliação dos mesmos. Somado a isso, dados que descrevam as características físico-químicas dos méis de meliponíneos são escassos na literatura, fazendo-se necessário uma maior divulgação das características dos mesmos, até mesmo para colaborar na montagem de uma legislação adequada.

A Tetragonista angustula, popularmente conhecida como Jataí é um meliponíneo que ocorre naturalmente na maioria dos estados do Norte, Centro-oeste, Sudeste e Sul do país. Seu ninho pode ser construído em diversos locais como, por exemplo: árvores, galhos, casas, dentre outros. O manejo dessa espécie ganha destaque devido a serem indivíduos dóceis e de fácil adaptação em ambientes rurais e urbano. São enxames pequenos chegando a produzir até 1.5 L de mel por ano em uma colmeia.

Sabe-se que as abelhas e seus produtos são excelentes indicadores biológicos das condições ambientais. Metais pesados, pesticidas, radioisótopos e antibióticos colocam em perigo famílias de abelhas. Por conta das características das abelhas sem-ferrão, principalmente, por serem dóceis e apresentarem ferrão atrofiado e, portanto, inofensivo, tais espécies podem ser criadas tanto na zona urbana como zona rural sem riscos para a população, abrindo a possibilidade de usar tais espécies como indicadores ambientais tanto na zona rural como na zona urbana.

Neste contexto, o objetivo do projeto é desenvolver uma metodologia para avaliação e monitoramento das condições ambientais na área urbana e rural por meio da análise físico-química do mel de Jataí (T. angustula), uma das espécies de abelhas sem ferrão encontradas no Rio Grande do Sul. Os recursos para execução do mesmo foram adquiridos, por intermédio do Polo de Desenvolvimento Tecnológico do Vale do Jaguari, por envio de projeto ao Edital Pólos junto à Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul (SDECT – RS), convênio 63/2016. Cabe ressaltar a contrapartida de 20% do valor pela URI Câmpus de Santiago.


Mapa de Distribuição dos Meliponicultores

Para construção desta página web, meliponicultores de Santiago e região foram contatados para aplicação de um formulário com questões sobre os seus meliponários. A execução deste projeto e, consequentemente, a aplicação dos formulários foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos (CEP) da URI Câmpus de Santiago no dia 12 de julho, sendo o CAAE (Certificado de Apresentação para Apreciação Ética) 91958218.8.0000.5353.


Lista de apicultores

# Produtor Município Latitude Longitude
15 Apiário Padre Assis Santiago - RS -29,365694 -54,686896 Ver mapa Mais info
2 Carlos Nei Dorneles Gonçalves Santiago - RS -29,180028 -54,860989 Ver mapa Mais info
7 Cássio Bertazo Fiorenza Santiago - RS -29,248393 -54,830351 Ver mapa Mais info
11 Claudio Estivalet Santiago - RS -29,199034 -54,873747 Ver mapa Mais info
12 Clóvis Brum Santiago - RS -29,204344 -54,883180 Ver mapa Mais info
3 Dilson Bressan Santiago - RS -29,209750 -54,882123 Ver mapa Mais info
13 Gilberto Padilha Specht Santiago - RS -29,202175 -54,865918 Ver mapa Mais info
4 Ivo José Pauli Santiago - RS -29,167760 -54,881012 Ver mapa Mais info
8 João Genaro Finamor Santiago - RS -29,177917 -54,876907 Ver mapa Mais info
9 João Genaro Finamor Santiago - RS -29,268482 -54,803122 Ver mapa Mais info
10 Osvaldo Garcia Molmostet Santiago - RS -29,178401 -54,877843 Ver mapa Mais info
1 Paulo Belmonte Santiago - RS -29,186871 -54,874275 Ver mapa Mais info
14 URI - Campus Santiago Santiago - RS -29,191630 -54,887841 Ver mapa Mais info
6 Valdemar Brükemann Santiago - RS -29,204556 -54,860223 Ver mapa Mais info
5 Claudio Estivalet São Francisco de Assis - RS -29,275733 -55,111520 Ver mapa Mais info

Notícias

Acadêmicos da URI participam de Curso de Palinologia na Ulbra de Canoas

05/12/2018

Os conhecimentos adquiridos no curso permitiram vislumbrar uma nova linha de pesquisas na URI Câmpus de Santiago

No dia 1º de dezembro a Coordenação de Educação Continuada da Ulbra de Canoas realizou o curso de Palinologia para os funcionários e acadêmicos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, que foi ministrado por dois especialistas da área.

O curso em questão faz parte da capacitação para execução das análises melissopalinológicas (análise de polens contidos no mel) do projeto Avaliação de Condições Ambientais pela Análise do Mel de Abelhas Sem Ferrão - JATAÍ, convênio 63/2016.

Durante o curso, além de tópicos relacionados à parte técnica da identificação polínica, foram abordadas aplicações da Palinologia como a Palinologia Forense (análise de pólen para investigação de crimes diversos, como rotas do tráfico e/ou de contrabando, adulterações de alimentos, etc.). Os estudos de Estratigrafia (análise de polens em rochas sedimentares e turfeiras fornecendo informações sobre a evolução da vegetação durante os últimos milhares de anos), entre outros. 

Participaram do encontro os Professores Vânius Ventorini Veiga e Marcelo Marques Tusi, juntamente com o colaborador Felipe Teixeira Moreira e os acadêmicos Cássio Marques Resmim, Ricardo Cancian e Keuvin Gibicoski do Amarante (do curso de Ciências Biológicas), Jéssica Nadalon Zambeli e Caroline Vesz Bassin (do curso de Agronomia) e Ledieli Belmonte Soares Tusi (da Farmácia).

Fonte: Núcleo de Comunicação



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