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Acadêmica de Psicologia aprova trabalho em congresso de saúde mental

03/05/2018 15h57
Durante a prática de estágio e o contato com as diferentes formas de arte, surgiu o projeto de dança Colorindo a Vida

A acadêmica Daniela Machado Corrêa, do curso de Psicologia, 5º semestre, compartilhou uma ótima notícia: aprovou um trabalho no 6º Congresso Brasileiro de Saúde Mental, que será de 30 de maio a dois de junho no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Brasília – DF. 

O trabalho é intitulado como "Conexões entre Psicoterapia de Grupo e Arte: Uma Forma de Abordar a Ideação Suicida" e foi aceito na modalidade Roda de Conversa. “Trata-se de um relato de experiência referente a uma prática de estágio voluntário que eu realizei no CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infanto – Juvenil) na cidade de Alegrete/RS no período entre 15 de dezembro de 2017 a 06 de fevereiro de 2018, possibilitado a partir do curso de Psicologia da URI Santiago. A escrita teve como base teórica principal, autores da Psicanálise e da área da Saúde Mental”, contou Daniela.

O CAPSi é um dos serviços substitutivos ao modelo manicomial que foi implementado  na política do país pós reforma psiquiátrica brasileira. Essa modalidade de cuidado visa uma prática mais humanizada e um cuidado ampliado em rede para a desinstitucionalização da loucura, possibilitando a produção de uma maior autonomia para os usuários do espaço. “Dentre as práticas que podem ser realizadas nos CAPS, a arte – como um todo e neste trabalho, principalmente, se mostrou como um potente dispositivo para a expressão das singularidades das crianças e adolescentes que utilizam o local”, explicou a aluna.

A acadêmica contou que durante a prática de estágio voluntário e o contato com as diferentes formas de arte, um projeto de dança chamado “Colorindo a Vida” foi um importante instrumento produzido junto dos adolescentes participantes. “Nesta proposta os adolescentes seriam os protagonistas de sua própria dança, que inclusive, já está sendo apresentado para a comunidade local, constituindo um ato político de desinstitucionalização da loucura, pois coloca os usuários em contato com a cidade, diferente das práticas estigmatizadas dos antigos manicômios que pretendiam ‘esconder’ a diferença”. 

O professor Pedro José Pacheco é o orientador.

 

 

Fonte: Núcleo de Comunicação
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