Dias 07 e 08 - A equipe APL Apicultura VJ esteve na FENAOESTE (Feira Agropecuária da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul), que se realizou entre os dias quatro e 12 de outubro, no Parque de Exposições Serafim Dornelles Vargas, na cidade de São Borja RS. O evento trouxe exposição de máquinas e equipamentos agrícolas, show artístico, comercialização dos produtos da agricultura familiar, exposição de artesanato, entre outras atrações. No dia sete, às 18h, aconteceu a abertura da X mostra da agricultura familiar, uma Promoção entre Prefeitura Municipal e Emater. Considerada a maior feira agropecuária da Fronteira Oeste, a FENAOESTE contou com atividades gratuitas promovidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS). Dentre as atividades previstas, ocorreu uma oficina de promoção social, abordando o preparo de receitas saudáveis e diferenciadas, desenvolvendo pratos a partir de hortaliças, frutas, mel, e outros recursos acessíveis. Foi uma oportunidade de divulgar o APL além de trocar experiências e informações de grande importância para o setor e de interesse de produtores e instituições do APL.
Dias 18 e 19 - Participação da equipe APL Apicultura VJ em reuniões realizadas nos municípios de São Vicente do Sul e Santiago para debater e sugerir temas relevantes para o desenvolvimento local e regional. O COREDE Vale do Jaguari reuniu a região para debater visão, vocação, valores, projetos e programas para o Planejamento Estratégico Regional. Em reuniões microrregionais realizadas no Instituto Federal Farroupilha e na Câmara Municipal de Vereadores de Santiago, o COREDE Vale do Jaguari, junto dos consultores do Planejamento Estratégico, discutiram com os presentes sobre visão, vocação, valores da região do Vale do Jaguari, etc. As reuniões contaram com diversas entidades, universidades, COMUDES, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, sindicatos, lideranças. Público esse que vem contribuindo nesse processo visando trazer mais integração e desenvolvimento da região. A pauta do encontro esteve em torno do planejamento estratégico, levantamento de dados municipais e regionais de todas as áreas e secretarias dos municípios. Esta reunião objetivou planejar o trabalho que envolve o desenvolvimento, oportunidades e áreas de ação e de planejamento no que tange a elaboração de projetos futuros para a região. Nesta etapa, as instituições representativas da região, e que estiveram presentes na reunião, elaborarão projetos em áreas distintas, com foco no desenvolvimento dos municípios do COREDE Vale do Jaguari.
Dia 19 - Foram entregues, em uma cerimônia realizada no Salão de Atos da URI Câmpus de Frederico Westphalen, os prêmios aos participantes do XXII Seminário Institucional de Iniciação Científica da URI (SIIC 2016), que tiveram os trabalhos destacados. O evento, que congrega o XXII Seminário Institucional de Iniciação Científica, o XX Seminário de Integração de Pesquisa e Pós-Graduação e XIV Seminário de Extensão, é realizado anualmente em um dos Câmpus da Universidade. Foram envolvidos cerca de 500 participantes entre docentes, discentes e comunidade em geral, com o tema “Conexões em redes: saberes sem fronteiras”. Entre os trabalhos apresentados, destaca-se o excelente resultado pela bolsista Francéli Possa da Rosa, tendo como orientador o professor Marcelo Marques Tusi, do curso de Farmácia, representando o Câmpus da URI Santiago trazendo como título: “Caracterização físico-química e avaliação da atividade antioxidante de méis de abelhas africanizadas produzidos no Rio Grande do Sul.”
Dia 21 - Aquisição de caixas para desenvolvimento das atividades referente ao projeto de Fortalecimento da Cadeia Apícola Vale do Jaguari.
De 24 a 27 – Aconteceu, no Centro de Eventos da FAURGS, em Gramado/RS, o XXV Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos (CBCTA) junto do 10º Simpósio Internacional de Alimentos da CIGR (Comissão Internacional de Engenharia Agrícola e de Alimentos). O CBCTA é o evento mais tradicional promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos (SBCTA), que desde a sua criação vem reunindo representantes de órgãos governamentais, indústrias de alimentos, pesquisadores e professores da área, bem como estudantes de graduação e pós-graduação. Já o Simpósio Internacional de Alimentos do CIGR tem sido realizado em diferentes países como Nova Zelândia, China, África do Sul, França e Alemanha, congregando destacados pesquisadores e profissionais em diferentes áreas do conhecimento relacionados à Ciência e Tecnologia de Alimentos.
Durante o congresso ocorreram minicursos e divulgação de trabalhos científicos na forma de pôsteres, sendo os melhores trabalhos apresentados na forma oral, em sessões técnicas específicas.
Os principais temas abordados no congresso foram: Inovação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Sustentabilidade na produção de alimentos, Desafios da Ciência e Tecnologia de Alimentos em Nutrição e Saúde, Processamento e Engenharia de Alimentos, Segurança dos alimentos, Atualidades em Análise de Alimentos. Os alunos Nilce Ione Corsini Vielmo (Formanda de Farmácia), Franciéli Possa da Rosa (6° semestre de Farmácia), Ledieli Belmonte Soares (4° semestre de Farmácia) e Cássio Marques Resmim (4° semestre de Ciências Biológicas) da URI Santiago apresentaram trabalhos no XXV Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos. VEJA A MATÉRIA
A seguir são apresentados mais detalhes dos trabalhos apresentados.
Avaliação de Adulterações e Manuseio Inadequado em Méis de Abelhas Africanizadas Comercializados Sem Fiscalização
O objetivo deste trabalho foi avaliar a presença de adulterações ou manuseio incorreto em vinte e três amostras de mel. Foram estudadas amostras de São Francisco de Assis (SF1, SF3 e SF4), Nova Esperança do Sul (NE1, NE2 e NE3), Jaguari (J1, J2 e J3), Itacurubi (I1, I2 e I3), Santiago (S1, S2 e S3), Itaqui (Iq1 e Iq2), Manoel Viana (MV1 e MV2), Santo Antônio das Missões (SA1), Formigueiro (F1), Alegrete (A1), Unistalda (U1). Tais amostras foram adquiridas diretamente de apicultores ou de mercados de produtos coloniais. Foram realizados os testes de Lund e de Lugol, além da determinação do teor de sacarose aparente, teor de hidroximetilfurfural e atividade diastásica. Não foram encontrados indícios de adulteração por adição de amido ou xaropes, ou ainda por diluição ou adição de substâncias proteicas. De acordo com os teores de sacarose aparente, nenhuma das amostras foi colhida prematuramente, uma vez que todas apresentaram menos de 6% deste açúcar em sua composição. Entretanto, a amostra MV2 apresentou um valor de atividade diastásica abaixo do preconizado pela legislação brasileira, enquanto a amostra S1 apresentou um teor de hidroximetilfurfural quase duas vezes superior ao permitido e uma atividade diastásica igual a zero, indicando superaquecimento ou longo tempo de armazenagem. Embora as amostras de mel analisadas neste estudo tenham sido adquiridas no comércio informal, pode-se avaliar que a qualidade das mesmas é satisfatória, uma vez que apenas duas amostras se apresentaram em desacordo com a legislação.
Apresentação: Franciéli Possa da Rosa
Avaliação Físico-Química de Méis de Jataí Produzidos no Rio Grande do Sul
O objetivo deste trabalho foi realizar a caracterização físico-química de amostras de mel de jataí e avaliar a adequação da aplicação da legislação vigente para méis de Apis mellifera para determinação da qualidade de méis de jataí. Quatro amostras de mel de jataí provenientes do Rio Grande do Sul foram caracterizadas. Foram determinados umidade, pH, acidez, condutividade elétrica, teor de cinzas e teor de açúcares redutores. Este estudo mostrou que a legislação vigente para méis de abelhas Apis mellifera é inadequada para méis de jataí, corroborando com os resultados de outros estudos. Entretanto, os valores encontrados estão de acordo com as sugestões de limites para méis de meliponíneos. Estudos adicionais para avaliar os teores de fenóis e flavonoides bem como a atividade antioxidante e antimicrobiana são necessários para vislumbrar aplicações farmacológicas e medicinais para tais méis.
Apresentação: Ledieli Belmonte Soares
Presença de coliformes, fungos e leveduras em méis de abelhas africanizadas comercializados sem fiscalização
O objetivo deste trabalho foi realizar a identificação e a contagem de bactérias, fungos, bolores e leveduras presentes em amostras de mel provenientes de diferentes municípios do Rio Grande do Sul. Foram estudadas amostras de São Francisco de Assis (SF1, SF3 e SF4), Nova Esperança do Sul (NE1, NE2 e NE3), Jaguari (J1, J2 e J3), Itacurubi (I1), Santiago (S1, S2 e S3), Itaqui (Iq1 e Iq2), Manoel Viana (MV1), Santo Antônio das Missões (SA1), Formigueiro (F1), Alegrete (A1), Unistalda (U1). Todas as amostras analisadas foram negativas para presença de Salmonella spp e coliformes totais e fecais. Entretanto, a qualidade microbiológica dessas amostras pode ser colocada em dúvida, uma vez que 60% delas apresentaram positividade para algum micro-organismo, como por exemplo, bactérias do gênero Staphyllococos, fungos filamentosos e leveduras. Tais contaminações devem-se, provavelmente, à falta de higiene durante o processamento ou contaminação dos recipientes usados para o envase do mel. Para avaliar a conformidade das mesmas com a legislação, uma contagem de fungos e leveduras necessita ser realizada. Não foi possível encontrar uma correlação entre a presença de micro-organismos e os valores de umidade e pH das amostras.
Apresentação: Nilce Ione Corsini Vielmo
Avaliação Físico-Química de Méis de Abelhas Africanizadas Comercializados Sem Fiscalização
O objetivo deste trabalho foi realizar a caracterização físico-química de vinte e três amostras de mel provenientes de diferentes municípios do Rio Grande do Sul e comercializadas sem fiscalização. Foram estudadas amostras de São Francisco de Assis (SF1, SF3 e SF4), Nova Esperança do Sul (NE1, NE2 e NE3), Jaguari (J1, J2 e J3), Itacurubi (I1, I2 e I3), Santiago (S1, S2 e S3), Itaqui (Iq1 e Iq2), Manoel Viana (MV1 e MV2), Santo Antônio das Missões (SA1), Formigueiro (F1), Alegrete (A1), Unistalda (U1). Foram determinados cor, umidade, pH, acidez, teor de cinzas, condutividade elétrica e teor de açúcares redutores. A caracterização de vinte e três amostras de mel comercializados sem fiscalização em diferentes municípios do Rio Grande do Sul apresentou três amostras com teor de umidade superior ao permitido por lei e uma amostra com acidez maior que o permitido, ou seja, 17,4% das amostras estão em desacordo com a legislação: duas amostras com umidade superior ao permitido, uma amostra com acidez maior que o estabelecido pela legislação e 1 amostra com teor de hidroximetilfurfural superior ao permitido e atividade diastásica igual a zero. O estudo da cor destes méis indicou uma predominância de amostras com coloração clara.
Apresentação: Cássio Marques Resmim
Dia 28 - Visita técnica da equipe APL Apicultura VJ no interior do município de São Francisco de Assis, de acordo com solicitação do produtor Pirajú Borowski Mendes, na propriedade originalmente denominada "Fazenda Alto Alegre” e hoje chamada de "Recanto da Buá". A visita teve como objetivo fazer um campo piloto, para reconhecimento da área e verificação do tipo de florada sem coletas, melhor local de instalação de apiário e capacidade de suporte de colmeias por apiário, apenas uma avaliação informal, sendo realizada pelo Biólogo Jeilerson Sisti, da URI Câmpus Santiago.
A propriedade possui um total de cinco colméias, utilizando modelo de caixa americana e realizando apicultura fixa e amadora, considerado produtor tradicional, utiliza-se da apicultura para o consumo da família e renda secundária. O proprietário recentemente adquiriu alguns equipamentos em aço inox como centrífuga manual e decantador, pois planeja aumentar o apiário com a compra de mais 50 caixas e dividindo-as em dois locais para instalação de apiários sugeridos na visita.
Fotos:
Visita técnica em São Francisco
Acadêmicos em congresso, com apresentação de trabalhos
Aquisição de caixas
Reuniões
APL na FENAOESTE