A pesquisa mensal da cesta básica realizada pelo Curso de Administração da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Câmpus de Santiago registrou uma queda de 2,53% no mês de novembro. O valor total passou de R$ 707,46 para R$ 689,56, representando uma redução significativa em um período estratégico, marcado pela proximidade das festas de fim de ano.
O levantamento mostra movimentos contrastantes nos preços dos alimentos essenciais. Enquanto alguns itens apresentaram aumento expressivo, outros registraram quedas acentuadas, contribuindo para aliviar o custo total da cesta.
Maiores altas do mês de novembro:
Óleo: +11,39% – lidera as elevações e impacta diretamente o preparo das refeições.
Arroz Tipo 1: +7,85% – reajuste relevante em um dos alimentos mais consumidos pelas famílias.
Carne (patinho): +2,92% – permanece como o item mais caro da cesta, representando R$ 308,36 do total.
Maiores quedas:
Tomate: −32,16% – maior redução do mês, com forte influência no recuo geral da cesta.
Leite integral: −16,21% – item essencial, especialmente para famílias com crianças.
Banana caturra: −12,38% – torna o consumo de frutas mais acessível.
Farinha de trigo: −8,08% – beneficia a produção de pães e massas.
Pão francês: −4,43% – presente diariamente nas mesas brasileiras.
Manteiga: −2,95% – reforça a tendência de queda nos derivados de leite.
Apesar da pressão sobre proteínas e alguns insumos básicos, a redução dos hortifrutis e dos derivados lácteos ajuda a equilibrar o orçamento familiar. Para manter as despesas sob controle, o planejamento e a comparação de preços seguem sendo estratégias fundamentais.
Com base em uma jornada de 220 horas mensais, o trabalhador santiaguense precisou dedicar aproximadamente 100 horas de trabalho em novembro — quase metade de um mês — para adquirir uma cesta básica. Isso representa cerca de três semanas de jornada integral destinadas apenas à alimentação.
Considerando o custo da cesta e o preceito constitucional de sustentar adequadamente uma família de dois adultos e duas crianças, o DIEESE estima que o salário mínimo ideal em novembro de 2025 seria de R$ 5.793,38 — cerca de quatro vezes o salário mínimo vigente.
O peso crescente da cesta básica em relação ao salário mínimo reflete diretamente na redução do poder de compra. Quando mais renda é comprometida com alimentação, diminui a capacidade das famílias de investir em outros setores essenciais, como vestuário, transporte, saúde, educação ou lazer.
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