O Curso de Psicologia da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Câmpus de Santiago promoveu, entre os dias 12 e 18 de maio, a 3ª Semana de Luta Antimanicomial, vinculada à disciplina de Projeto Integrador I. A iniciativa reuniu estudantes, profissionais da saúde mental, usuários dos serviços especializados e comunidade em geral em uma programação voltada à reflexão, escuta e promoção do cuidado em liberdade.
Ao longo da semana, foram realizadas oficinas temáticas, rodas de conversa, apresentações culturais, atividades ao ar livre e momentos de integração entre os participantes. As ações ocorreram em diferentes espaços do Câmpus e também em parceria com serviços de saúde mental do município.
A programação envolveu usuários do CAPS I Nossa Casa, CAPS AD (Álcool e Drogas) e Clínica Soneto, além de estudantes, egressos e profissionais da área da saúde mental. Entre os destaques estão as oficinas “Do Barro à Expressão”, “Entre Folhas e Cores” e “Cores do Amanhã”, bem como apresentações artísticas e debates sobre inclusão, autonomia e direitos das pessoas em sofrimento psíquico.
Segundo a Professora Rosângela Montagner, coordenadora do evento, o movimento antimanicomial tem papel fundamental na construção de uma sociedade mais humanizada e consciente sobre saúde mental.
- O movimento antimanicomial, iniciado no Brasil na década de 1970, foi crucial para desconstruir a violência das instituições totais, como o antigo Hospital Colônia de Barbacena. Abordar esse tema no Projeto Integrador permite ao estudante compreender que o sujeito em sofrimento mental tem os mesmos direitos fundamentais que qualquer cidadão, incluindo o direito à liberdade e ao convívio social - , destacou a coordenadora.
A docente ainda ressalta que a temática é trabalhada desde o primeiro semestre do Curso de Psicologia, fortalecendo a formação acadêmica voltada ao cuidado humanizado e ao compromisso social da profissão.
Promovida pelos acadêmicos do primeiro semestre do Curso de Psicologia, a Semana de Luta Antimanicomial contou com apoio da URI Santiago, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Turismo e Cultura, CAPS I, CAPS AD, Clínica Soneto e Polo de Modernização Tecnológica do Vale do Jaguari (PMTVJ).
A proposta esteve alinhada ao movimento nacional da luta antimanicomial, que defende o cuidado em liberdade, a inclusão social, a autonomia e o respeito aos direitos das pessoas em sofrimento psíquico.