Dia 16 de setembro. O pátio da Escola de Educação Básica da URI tinha o mesmo barulho de sempre, as risadas, passos apressados e pequenos segredos trocados entre os colegas. Até que um som diferente mudou o ritmo da tarde, o trote sereno de cavalos. A família do aluno Inácio Stacowski trouxe para perto das turmas do 2º ano algo que livros e vídeos jamais substituiriam: a presença viva desse símbolo maior da cultura gaúcha.
Eles chegaram mansos, como quem entende que presença também é gesto de cuidado. As crianças primeiro observaram, tímidas, depois arriscaram o toque. Entre uma carícia e outra, descobriram que tradição não é uma palavra antiga, mas uma experiência que respira o cheiro do campo preso na crina dos cavalos, o calor que passa para a palma da mão, o respeito que nasce quando percebemos que a força também pode ser delicada.
A Semana Farroupilha, no dia de ontem, deixou de ser apenas comemoração. Virou um convite para olhar o mundo com mais ternura. Renata e Lúcio Stacowski, generosos ao abrir esse pedaço de sua vida para a escola, mostraram que preservar cultura é também partilhar, é permitir que as novas gerações sintam, na pele, a grandeza simples das coisas.
Encontros como esses vão além de celebrações tradicionais, pois fortalecem laços, ensinam empatia e despertam consciência ambiental e cultural. Ao tocar o pelo de um cavalo e ouvir seu passo compassado, as crianças aprendem que tradição e cuidado caminham juntos e que respeitar o passado é também cuidar do presente.
A URI preza por este tipo de educação, que une aprendizado, cultura e vivência prática, oferecendo experiências que transformam o conhecimento em memória e sentimento, formando cidadãos conscientes, sensíveis e conectados com sua terra e suas tradições.