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Egresso da URI Santiago é o primeiro brasileiro a descrever fungos macroscópicos na Antártica

01/07/2025 18h34
Egresso da URI Santiago, Fernando Bertazzo realiza descoberta inédita na ciência polar e leva o nome da Universidade até o continente gelado
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Fernando Bertazzo palestrou na Semana Acadêmica do Curso de Farmácia da URI Santiago, em 2025. / Crédito: Ana Paula Kemerich

A Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Câmpus de Santiago tem orgulho de compartilhar a trajetória inspiradora de Fernando Bertazzo, egresso do Curso de Ciências Biológicas, que acaba de se tornar o primeiro brasileiro a descrever novas espécies de fungos macroscópicos na Antártica. A conquista inédita integra o Programa Antártico Brasileiro (ProAntar), durante a Operação Antártica XLI, na qual Fernando realizou coletas em uma das áreas mais preservadas e cientificamente relevantes do continente.

Graduado em Ciências Biológicas pela URI Santiago em 2018, com bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), Fernando reconhece a importância da sua formação na instituição para o início de sua trajetória científica. 

- Meu primeiro contato com a pesquisa foi graças à Professora Vanessa Baptista, da URI, que me apresentou a esse universo e abriu as portas para minha formação como pesquisador. Ela foi minha orientadora de TCC e é uma referência essencial na minha caminhada acadêmica -, destaca o egresso.

Após a graduação, Fernando ingressou no mestrado e, posteriormente, no doutorado em Ciências Biológicas na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com bolsa da CAPES. Ainda vinculado à Unipampa, atualmente realiza seu pós-doutorado com apoio da mesma instituição, aprofundando os estudos sobre a diversidade, taxonomia e filogenia de fungos da ordem Agaricales na Antártica.

Durante sua pesquisa, Fernando descreveu quatro novas espécies de fungos com estrutura de cogumelo, contribuindo de forma inédita para a ciência polar e reforçando o papel da micologia brasileira no cenário internacional. 

- Esses registros ampliam significativamente o conhecimento sobre a biodiversidade da região e posicionam o Brasil como protagonista na pesquisa científica desenvolvida na Antártica -, ressalta Fernando.

A pesquisa também tem impactos diretos na compreensão das mudanças climáticas globais. Os fungos estudados atuam como bioindicadores, ajudando a identificar alterações ambientais em um dos ecossistemas mais sensíveis do planeta. 

- Estudar a vida na Antártica nos ajuda a entender como os organismos reagem a condições extremas de frio, radiação UV e mudanças rápidas de nutrientes, fornecendo pistas valiosas sobre os efeitos das mudanças climáticas em escala global -, explica o pesquisador. 

Fernando também fez questão de destacar o papel das políticas públicas em sua formação acadêmica. 

- Minha participação no ProAntar é resultado de muito esforço pessoal, apoio da minha família e políticas de acesso à educação. O ProUni me permitiu iniciar os estudos na URI, onde fui acolhido e estimulado a seguir na ciência. Essa oportunidade mudou minha vida e mostra a importância de garantir acesso igualitário à educação para que mais jovens possam realizar seus sonhos -, afirma Fernando.

A URI Santiago parabeniza Fernando Bertazzo pela conquista extraordinária e por representar com excelência a comunidade acadêmica da instituição. Seu exemplo reafirma a importância do ensino de qualidade, aliado a oportunidades, para transformar vidas e contribuir com a produção de conhecimento no Brasil e no mundo.

 

Fonte: Emanuely Guterres Soares
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