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Especial 30 anos URI: Arquitetando na APAE e a inserção social de crianças especiais

22/08/2022 16h26
Docente da APAE define projeto como um presente
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Alexandre e Kauê/ Foto: NUCOM

Promover a atenção integral à pessoa com deficiência é o que buscam as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais, segundo a Federação Nacional das APAEs. As necessidades especiais encontradas são: deficiências visuais, auditiva, física, mental ou múltipla, paralisia cerebral, microcefalia, autismo, distúrbios graves de comportamento e de aprendizagem e superdotação. A primeira APAE foi fundada em 11 de dezembro de 1954, no Rio de Janeiro, hoje, estando presentes em mais de 2 mil municípios brasileiros. Em Santiago, a Escola de Educação Especial Carlos Humberto Aquino Frota – APAE assume um papel preponderante na formação dessas pessoas, uma vez que potencializa a inserção das mesmas no convívio social, fomentando os aspectos cognitivos e psíquicos.

Foi no ano de 2003 que o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões- URI Santiago, instituição comunitária, implementou o projeto Arquitetando na APAE. “Ele foi criado a partir de uma conversa com a professora Nelci, coordenadora do curso na época”, recorda o professor que coordena o Arquitetando, Edmar Pereira Fabrício. Um projeto de extensão é uma ação que vai além da sala de aula, promovendo a integração entre a comunidade e a universidade.

A integração entre URI e APAE está materializada em uma caminhada que já dura 17 anos ininterruptos. O projeto com as crianças que possuem necessidades educacionais especiais envolve técnicas de pintura, desenho, montagem, colagem, recortes, interpretações, construção de objetos que potencializem o desenvolvimento da coordenação motora e da percepção dos alunos e maquetes (como na foto, de uma das bolsistas, Angélica Ciscato Nadalon). No dia da oficina na APAE, os acadêmicos apresentam as atividades, e, a seguir, com a supervisão dos orientadores do projeto, fazem o assessoramento no desenvolvimento dos trabalhos. São 40 alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo e em torno de sete bolsistas atuando todos os anos, conforme Fabrício.

No recente artigo “Curso de Arquitetura e Urbanismo contribui na inserção social de crianças especiais”, publicado na revista Multiciência Online da URI em 2021, (leia em: http://www.urisantiago.br/multicienciaonline), os docentes Nelci Fátima Denti Brum, Edmar Pereira Fabrício, Jamile Brum Brandão e Cáira Borondi Flôres, ressaltam que durante os anos de projeto constatou-se que diversas crianças especiais atendidas no programa foram reinseridas na escola regular. “Isto é uma demonstração inequívoca de que o projeto ora desenvolvido é de suma importância para melhorar e aumentar os conhecimentos e, principalmente, a inserção social destas crianças”. Além disso, os professores relatam que existe uma verdadeira demonstração de afeto das crianças especiais para com os acadêmicos e professores. “Esta situação é demonstrada pela grande expectativa, espera e participação, por parte das crianças, pelas tardes das terças-feiras em que é desenvolvido o projeto”.

A pedagoga Juliana Sampaio Duarte Pereira confirma: “Todos os dias eles me perguntavam: profe, quando a gente vai ter arquitetando?” Ela acompanhou o projeto em 2021 e o define como um presente, sendo a possibilidade das crianças e jovens desenvolverem a imaginação. “Foi muito produtivo, além da pintura, eles traziam objetos concretos e eles podiam fazer pequenas construções”. A docente tem duas turmas mistas na escola: pela manhã, até os seis anos de idade, e à tarde, a partir de 15 anos. Um dos participantes, Kauê Soares Dorneles, disse que gosta de desenhar casas, carros etc. 

O projeto de extensão possui dois aspectos relevantes no contexto social. Por um lado, existe a contribuição efetiva do curso de Arquitetura e Urbanismo na reinserção social dos alunos especiais na rede de educação básica regular do município, por outro lado, a vivência prática e a conscientização dos acadêmicos do curso para a responsabilidade social de cada um perante a sociedade, além do conhecimento prático adquirido. Um dos bolsistas, o acadêmico Alexandre Tavares, 9º semestre, acredita nisso. Ele mudou-se de São Luiz Gonzaga para Santiago em 2020, encarou o distanciamento social ocasionado pela pandemia, e, em 2021, finalmente iniciou no projeto. “Ter uma experiência aqui na APAE, lidar com essa questão social, ter outra visão de como funcionam as coisas, participar da vida deles, é bem interessante”.

*Matéria escrita em março/2022- Especial 30 anos

Fonte: Núcleo de Comunicação
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