A filha do comerciante Serafim Reolon e da dona de casa Geni Martins Reolon traz da família a veia empreendedora e comunicativa. Seu Serafim teve a primeira fábrica de guaraná em Santiago, a Guaraná-Gasosa Reolon, que ficava próximo à chamada Ponte Seca. Foi onde a professora Maria Saléti viveu seus primeiros anos de vida.
Depois, os pais tiveram uma banca de lanches e de cafezinho na praça Moisés Viana. “Minha mãe era muito alegre, muito cordial, além do que já era conhecida, ela fez muitas amizades, e eu também, porque eu sempre estava por ali”.
Natural de Santiago, Maria Saléti Reolon admite-se uma bairrista. Amante da sua terra, da sua gente, conta que em inúmeras reuniões da universidade envolvendo outras cidades, não se cansa de falar sobre Santiago, onde, segundo ela, existe bastante qualidade de vida.
Formada em Letras, é pós-graduada em Linguística Aplicada à Educação. Em uma época em que não existiam tantas instituições de ensino superior, após a formação na Licenciatura Curta (como era chamada na época), pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Santiago (FAFIS), ela liderou um grupo de cerca de 25 pessoas que foram cursar a Licenciatura Plena em Letras na cidade de Alegrete. Depois disso, também foram a Uruguaiana para a pós-graduação na Pontifícia Universidade Católica (PUC).
Apaixonada pela área da comunicação, quando terminou o ensino médio, pensava em fazer o curso de Jornalismo, entretanto, precisaria mudar-se para a cidade de Santa Maria, o que não foi possível, devido a um problema de saúde do pai. “Escolhi ficar aqui e não me arrependo, se eu tivesse que escolher hoje, eu seria professora de novo”.
Festeira, está sempre pronta para um evento. “Não tenho preguiça de participar de uma atividade social de jeito nenhum”. Além de festas, de ir a barzinhos, de uma roda de conversa com amigas, nas horas vagas gosta de ouvir música. No seu rádio, toca de tudo, de sertanejo à Maria Bethânia.
Com uma caminhada de 48 anos de Universidade Regional Integrada (URI), Saléti passou por vários cargos de gestão e entre os anos de 2002 e 2006 residiu na cidade de Erechim, onde fica a reitoria da universidade. Por lá, atuou como assessora do Pró-Reitor de Ensino, Cléo Ortigara, na gestão da Reitora Mara Regina Rösler. Na URI Santiago, já deu aulas em cursos como Letras, Direito, Administração e Ciências Contábeis, sempre na disciplina de Língua Portuguesa. Trabalhou ainda com a prática de ensino de língua portuguesa e estágio supervisionado de acadêmicos.
A amiguinha, como é carinhosamente conhecida, pois costuma chamar os amigos desta forma, viu a URI crescer, começando pelo prédio 1 e, aos poucos, aumentando não só a estrutura, como também, o número de cursos de graduação e o de funcionários e alunos. Santiago e a região inteira ajudaram muito na construção da universidade. “Essa obra é uma obra coletiva”.
Ao fim do ano de 2022, Saléti estará deixando a universidade devido à aposentadoria. “Eu não sei se é aposentadoria, se é umas férias ou se é um envelhecimento”, diz, aos risos. É que ela se sente útil trabalhando, aprendendo todos os dias e apropriando-se de inovações (muitas, inclusive, no período da pandemia). Quando pensa nisso, só sabe de uma coisa: não vai ficar parada. “Enquanto a cabeça está na ativa, a gente sempre tem o que fazer”.
O nascimento da URI
De aluna da FAFIS, ainda durante a Licenciatura Plena, Saléti já virou professora. Começou a dar aulas para as alunas de Letras, em Santiago. Bem em seguida, tornou-se chefe do Departamento de Letras, depois, assumiu o cargo de Vice-Diretora. Quando a FAFIS, que iniciou as atividades em 1970 como extensão da Universidade Federal de Santa Maria foi encerrada, Reolon era diretora da mesma. Começava então, a transição para a URI, no ano de 1995. A professora Ayda Bochi Brum, que era presidente do Fundo Educacional de Santiago (FESAN), que mantinha a FAFIS (decreto 76.790), passou a ser a Diretora Geral da URI Santiago, a professora Saléti, a Diretora Acadêmica, e a professora Rosane Vontobel Rodrigues, então Diretora Administrativa do FESAN, assumiu a pasta administrativa na nova universidade. Três mulheres, formando a primeira gestão. Conheça mais a história aqui
Professora da rede estadual, com muita história pra contar!
É professora aposentada da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul. Começou a vida profissional na escola Cândido Genro, como estagiária, assumindo depois, um contrato emergencial. Quando chegou a nomeação após o concurso público, foi designada para a escola rural de Primo Pozzatto, na localidade de Linha 8.
Nas viagens, sempre quatro professoras, “em um tempo em que não tinha nada de asfalto”, recorda. Muitas vezes, em época de chuvas, ficavam atoladas na estrada de chão, e, em uma das viagens, as jovens professoras capotaram uma Rural Willys. O socorro veio justamente dos operários que na época estavam construindo o asfalto que ligaria Santiago a outras cidades e a localidades do interior. Fora o susto, foi um acidente de trânsito sem gravidade.
Saléti atuou também na delegacia da educação, depois foi para a escola Thomás Fortes. Nessa época, foi Secretária Municipal da Educação, no governo de José Carlos Medeiros.
A cara do vestibular!
Nos lançamentos dos vestibulares, falam que ela tem a cara do concurso! Como ser diferente, se desde os tempos de FAFIS, Saléti sempre gostou do envolvimento em escolas? “Na época que o vestibular era concorrido pra Letras, Estudos Sociais. Depois entrou História, Geografia. Nós formamos praticamente todos os professores das escolas”.
Além de ser coordenadora da Comissão Permanente do Vestibular (COPERVES), assumiu a Comissão Própria de Avaliação (CPA), setor importante no meio educacional. Saléti trabalha com os projetos sociais, envolvendo-se com projetos que contam com muita participação da comunidade santiaguense, como o Bola pro Futuro e o Forma e Saúde, por exemplo. Ainda, atua junto ao Núcleo de Acessibilidade e também é presidente do Conselho Municipal da Educação. Agora, está entrando nos conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA) e de Desenvolvimento Social. Na trajetória, esteve a frente do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID).
É coordenadora das pós-graduações. Aliás, recorda que as salas onde hoje são os laboratórios de informática, no prédio 4, eram as salas dos cursos de pós. “Nós montamos as salas para cada pós e para cada uma, era uma cor de cadeira”, conta.
Programa de rádio
Tudo começou no ano de 2021 com um programa temporário de entrevistas focadas no vestibular. “Mas bem que eu podia continuar e ter um programa”, pensou na época. Adivinhem o nome? “Conversando com a professora Fabiana, do Direito, ela disse: pois então eu tenho um nome, Bate-Papo com a Amiguinha. Este termo da amiguinha pegou na cidade”.
O Bate-Papo com a Amiguinha vai ao ar nas terças-feiras, pela 106.1, a Rádio da URI, com pessoas da universidade e da comunidade. Ele é autêntico, na frequência da amizade, no embalo do diálogo e, conforme ela, o eco principal tem sido o aprendizado.
Fotos/NUCOM: Professora Saléti durante conversa com 'amiguinha' na universidade
Docente na sua sala principal de trabalho
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