Blog





Especial URI 30 anos: o que tem na esquina?

11/04/2022 18h12
Reportagem fala de projeto voltado às singularidades que estão no viver rotineiro das ruas
...
Momento do projeto, na praça/Foto: divulgação

O que se encontra em uma esquina? Pessoas passando, pontos comerciais, casas, árvores? Esquinas são pontos de referência nas cidades, são espaços de partida e de chegada. E se, em uma esquina, você encontrar escuta e acolhimento? E se em um banco de uma praça puder ser ouvido?

De forma a ampliar o contexto clínico da psicologia, a Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI Santiago implantou, no primeiro semestre de 2022, o projeto Psicologia na Esquina, levando a experiência de escuta e acolhimento para um ambiente público, tendo como temática principal o ato expressivo humano, dentro de um contexto artístico e psíquico amplo. Conforme consta no projeto, a esquina é o ponto de partida e de chegada, mas também é a medialidade, sendo esta uma área de construção e colisões de histórias e narrativas.

Coordenado pelo curso de Psicologia da URI Santiago, conta com a participação de todos os professores do colegiado e de estagiários, com atividades acontecendo todas as quartas-feiras, das 9h às 17h. Semanalmente, são planejadas ações que buscam envolver quem passa pela praça Moisés Viana, sendo disponibilizados espaços de expressão artística, escutas, músicas, bem como, brinquedos infantis. Além de planejar, a equipe do projeto também encontra-se semanalmente para avaliar as ações.

As escutas acontecem de forma individual ou coletiva, prezando pelo sigilo profissional. “Tem sido muito interessante, as pessoas tem voltado nos encontros posteriores para esses momentos de escuta e acolhida”, conta o professor Izaque Machado Ribeiro, integrante do projeto. Além disso, ocorrem encaminhamentos a diferentes serviços, conforme a demanda, inclusive para acompanhamento psicológico junto à Clínica Escola da URI. Ainda, o projeto prevê rodas de conversa para discussões e conscientização sobre diversas temáticas.

Ribeiro explica que são oferecidos dispositivos que possibilitam a expressão das subjetividades. “A gente trabalha muito com essa noção de subjetividade, pensando em como cada pessoa se constitui individual e socialmente, quais são seus desejos, quais são seus modos de expressão do que está sentindo”. Os integrantes oferecem cartazes em que as pessoas colocam frases, palavras e desenhos. Também há um microfone disponível para quem desejar. “Minha maior alegria foi declarar o que estou sentindo”, disse A.G, 46 anos, moradora de Santiago e usuária do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS Nossa Casa.

 

O objetivo do projeto

Ofertar o olhar e a escuta para as singularidades que estão implicadas no viver rotineiro das ruas.

Quem desenvolve?

Estagiários do curso de Psicologia, professores supervisores e Clínica Escola da URI (situada no Câmpus).

Planos

Trata-se de um projeto-piloto, em processo de construção. A universidade pretende ampliá-lo conforme as demandas forem surgindo, buscando parcerias e contribuições da comunidade. É um espaço de articulação com as políticas públicas do município, pois estarão interagindo com grupos vinculados à saúde mental e com escolas, por exemplo. A ideia é que sejam ofertadas oficinas vinculadas às demandas desses grupos. Recentemente, por exemplo, pacientes do CAPS Nossa Casa participaram das atividades, possibilitando que a aula do 5º semestre de Psicologia, da disciplina de Técnicas Projetivas, acontecesse na referida ocasião.

Opinião de alunas

‘Estar em contato com a comunidade é uma experiência que enriquece nosso conhecimento como acadêmico e também futuro profissional. O projeto nos possibilita várias experiências e visões de mundo diversas, que acabam por trazer para a prática o que vemos também na teoria. A esquina nos proporciona encontros e desencontros, por vezes o sentimento de rejeição, o do desvio para a não escuta sobre o projeto, isso nos causa frustrações e medos, mas nos enriquece, pois para o atendimento terapêutico acontecer o sujeito precisa querer e só de estarmos naquele espaço potencializa a subjetividade e faz com que a comunidade conheça o trabalho do psicólogo e todas as suas multiplicidades. Muitas pessoas já chegaram e retornaram’. Formandas Caroline Alves e Daniela Nunes (10°semestre)

 

Fotos: divulgação

 

 

 

Fonte: Núcleo de Comunicação
Postagens relacionadas
Prazo para a Avaliação Institucional 2025/2 encerra nesta segunda-feira (03)

Último dia para contribuir com a melhoria da nossa Universidade!

Avaliação Institucional 2025/1 já pode ser acessada

Processo ocorre até 09 de junho e envolve a participação de coordenadores, professores e alunos

Horários de funcionamento da URI Santiago durante o feriado de Carnaval

Veja os dias e horários de funcionamento da Universidade

Avaliação Institucional 2024/2 foi prorrogada até sexta-feira (15)

Processo auxilia para que melhorias sejam realizadas na Universidade

Avaliação Institucional 2024/1 encerra hoje (17)

Processo auxilia para que melhorias sejam realizadas na Universidade

Últimos dias para realizar a Avaliação Institucional 2024/1

Processo auxilia para que melhorias sejam realizadas na Universidade

Avaliação Institucional 2024/1 foi iniciada

Processo auxilia para que melhorias sejam realizadas na Universidade

Participe da Avaliação Institucional 2024/1

Ação oportuniza contribuições para uma Universidade ainda melhor

Data de finalização da Avaliação Institucional foi prorrogada

Processo pode ser realizado até o dia 30 de novembro

Atendimento on-line
Olá visitante!
Em que posso ajudar?