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Estudo indica que vegetação nativa ocupa 75% de todo o território do município de Santiago

03/02/2017 11h29
Número foi apresentado no TFG do egresso do curso de agronomia Paulo Fernando Martins

Este estudo foi elaborado através do Laboratório de Geotecnologias pertencente ao curso de Agronomia da URI Santiago. O número foi apresentado no trabalho final de graduação do egresso do curso de agronomia Paulo Fernando Martins, desenvolvido sob orientação do professor doutor Júlio Cesar Wincher Soares e do mestre Vânius Ventorini Veiga. 

Utilizando imagens de satélite, verificações a campo e técnicas de geoprocessamento, observou-se que dos 241.307 hectares que compõem o território do município, 13% são de áreas ocupadas por florestas nativas em diferentes estágios de regeneração, 1% são de áreas ocupadas por vegetação nativa associada a pântanos (áreas úmidas) e afloramentos rochosos, e 61% são de áreas ocupadas por campo nativo, sob influência da estepe estacional, vegetação característica do bioma Pampa, perfazendo 75% do território de Santiago.

Boa parte das áreas ocupadas por campo nativo, sob influência da estepe estacional, são exploradas por atividades de pecuária extensiva, as quais contribuem para a conservação desta fitofisionomia. Conforme o professor Julio, esses dados foram mensurados entre os anos de 2015 e 2016.

Conforme o estudo, os outros 25% do território santiaguense estão distribuídos entre as áreas ocupadas pelas lavouras, com 21%; pastagens degradadas e florestamentos, com 0,4% e cidade, infraestrutura, barragens, e outras, com 3,6%. Também, que em apenas 21% do território encontramos tudo o que plantamos de alimentos, com o predomínio da cultura da soja. Essas lavouras estão localizadas em sua maior parte na região norte, nordeste e leste do município, fazendo divisa com os municípios de Bossoroca, Capão do Cipó e Jari, em áreas com relevo plano e suave ondulado, com o solo mais profundo, principalmente, o latossolo vermelho,  resultando numa paisagem com aptidão agrícola.

Conforme o professor Vânius e o professor doutor Claiton Ruviaro o estudo é imprescindível para apoiar avanços na identificação, na qualificação, na quantificação e no monitoramento de áreas agropecuárias e recursos naturais do município, contribuindo para a gestão conservacionista da paisagem.

“Tal estudo, permite aos órgãos públicos e privados dos setores da sociedade envolvidos, criar um sistema de gestão dos aspectos ambientais de seus processos e produtos, melhorando-o continuamente”, disse o professor Julio Wincher Soares. 

 

 

 

Figura 1: Imagem multiespectral do receptor GeoEye (1,8 metros de resolução espacial) demonstrando o limite do Campus da URI

Figura 2:  Imagem multiespectral do receptor GeoEye (1,8 metros de resolução espacial) demonstrando a área urbana do município de Santiago

Fotos de paisagens do rural de Santiago, sendo as primeiras imagens parte da Fazenda Escola do Curso de Agronomia

 

Fonte: Núcleo de Comunicação
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