Este estudo foi elaborado através do Laboratório de Geotecnologias pertencente ao curso de Agronomia da URI Santiago. O número foi apresentado no trabalho final de graduação do egresso do curso de agronomia Paulo Fernando Martins, desenvolvido sob orientação do professor doutor Júlio Cesar Wincher Soares e do mestre Vânius Ventorini Veiga.
Utilizando imagens de satélite, verificações a campo e técnicas de geoprocessamento, observou-se que dos 241.307 hectares que compõem o território do município, 13% são de áreas ocupadas por florestas nativas em diferentes estágios de regeneração, 1% são de áreas ocupadas por vegetação nativa associada a pântanos (áreas úmidas) e afloramentos rochosos, e 61% são de áreas ocupadas por campo nativo, sob influência da estepe estacional, vegetação característica do bioma Pampa, perfazendo 75% do território de Santiago.
Boa parte das áreas ocupadas por campo nativo, sob influência da estepe estacional, são exploradas por atividades de pecuária extensiva, as quais contribuem para a conservação desta fitofisionomia. Conforme o professor Julio, esses dados foram mensurados entre os anos de 2015 e 2016.
Conforme o estudo, os outros 25% do território santiaguense estão distribuídos entre as áreas ocupadas pelas lavouras, com 21%; pastagens degradadas e florestamentos, com 0,4% e cidade, infraestrutura, barragens, e outras, com 3,6%. Também, que em apenas 21% do território encontramos tudo o que plantamos de alimentos, com o predomínio da cultura da soja. Essas lavouras estão localizadas em sua maior parte na região norte, nordeste e leste do município, fazendo divisa com os municípios de Bossoroca, Capão do Cipó e Jari, em áreas com relevo plano e suave ondulado, com o solo mais profundo, principalmente, o latossolo vermelho, resultando numa paisagem com aptidão agrícola.
Conforme o professor Vânius e o professor doutor Claiton Ruviaro o estudo é imprescindível para apoiar avanços na identificação, na qualificação, na quantificação e no monitoramento de áreas agropecuárias e recursos naturais do município, contribuindo para a gestão conservacionista da paisagem.
“Tal estudo, permite aos órgãos públicos e privados dos setores da sociedade envolvidos, criar um sistema de gestão dos aspectos ambientais de seus processos e produtos, melhorando-o continuamente”, disse o professor Julio Wincher Soares.
Figura 1: Imagem multiespectral do receptor GeoEye (1,8 metros de resolução espacial) demonstrando o limite do Campus da URI
Figura 2: Imagem multiespectral do receptor GeoEye (1,8 metros de resolução espacial) demonstrando a área urbana do município de Santiago
Fotos de paisagens do rural de Santiago, sendo as primeiras imagens parte da Fazenda Escola do Curso de Agronomia