O projeto piloto junto aos terceiros anos do Ensino Médio da escola estadual Thomás Fortes, chamado Círculo de Construção de Paz Escolar, está dando seus primeiros passos.
Conforme a coordenadora do mesmo, professora Michele Noal Beltrão, para sua implementação, primeiramente ocorreu um encontro com a Orientação, Coordenação Pedagógica e Vice-direção. Na ocasião, trataram da primeira atividade, um encontro com todos os docentes das turmas de terceiros anos, ocorrido no último dia 1º.
Pesquisadora e docente na área da Justiça Restaurativa, a professora descreveu esse momento inicial como um espaço de escuta e acolhimento, especialmente diante do momento vivido, de retomada presencial depois de semestres com atividades online. “O nosso encontro foi a primeira reunião presencial com todos os professores do terceiro ano do ensino médio, que ministram aulas em sete turmas deste período. Foi excelente, vieram relatos dos nossos receios e alegria de voltar à presencialidade, encontrando os colegas e amigos, pois alguns estão no ensino remoto desde o início da pandemia”.
A professora de Língua Portuguesa e Orientadora Educacional da escola Thomás Fortes, Jaqueline Machado, falou sobre a realização do Círculo da Construção de Paz, mediado por Michele. Ela disse que foi a oportunidade de olharmos para nós mesmos. “O ambiente de acolhimento e descontração preparado fez com que cada participante tivesse a possibilidade de falar com o coração, demonstrando seus sentimentos, sem preocupação de julgamentos, pois afinal estávamos conectados pela magia que o momento nos proporcionou. No término da atividade tive a sensação de felicidade, pois naquele momento, externamos nossas alegrias e angústias e acabamos fortalecendo laços de convivência”.
Michele conta que os próximos passos serão com os alunos destas sete turmas. O projeto, via Grupo de Estudos da Infância e Adolescência (GEIA), do Aprendizado Jurídico do curso de Direito (PAJ), por ser piloto e estar sendo construído, precisa da devolutiva da escola para que seja elaborado em conjunto. Ou seja, as atividades ainda estão em fase de elaboração. Como é um projeto piloto, a expectativa é que seja ampliado quando for possível.
Para Michele, a caminhada na Justiça Restaurativa tem fortalecido a trajetória pessoal e profissional, a qual engloba a participação em cursos da Promotoria Regional de Educação de Santa Maria (PREDUC) e da Escola Superior da Magistratura (AJURIS), que “deram asas para sair do casulo e alçar voos restaurativos”, comemora.
O projeto: o Grupo de Estudos da Infância e Adolescência (GEIA) faz parte de um projeto de Extensão, denominado Projeto Aprendizado Jurídico – PAJ, do Curso de Direito da URI Santiago. Os integrantes do referido grupo de estudos estão envolvidos numa atividade extensionista, nas escolas do município, propondo a Cultura de Paz através da realização de círculos restaurativos e da Comunicação Não Violenta (CNV).
Práticas restaurativas: visam à conscientização sobre fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos e violência, e por meio do qual os conflitos que geram dano, concreto ou abstrato são solucionados. As práticas restaurativas podem ser realizadas por meio dos seguintes processos: mediação, conferências e círculos (de cura ou de emissão de sentenças). Independente da forma escolhida para restauração de vínculos nos mais diversos espaços humanos, a Comunicação Não-Violenta se mostra como uma forma de falar e de ouvir.
Leia artigo da professora Michele, publicado no Jornal Enfermagem Digital, sobre o projeto e o tema
Foto 4/divulgação: professores Aldemir Machado, Jaqueline Machado, Flávia Bonoto, Ana Biermann e Michele Noal Beltrão
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