O Ateliê Miguelina, projeto de extensão da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Câmpus de Santiago voltado ao acolhimento e fortalecimento de mulheres idosas em situação de violência e vulnerabilidade social, recebeu, na tarde da última terça-feira, 30 de junho, a visita da secretária de Estado Adjunta da Mulher do Rio Grande do Sul, Viviane Nery Viegas. O encontro foi realizado nas dependências do projeto, reunindo representantes da Universidade, do Governo do Estado, profissionais da equipe multidisciplinar, acadêmicos(as) e convidados(as).
A programação teve início com apresentação musical do saxofonista Luciano Ramos, seguida das boas-vindas do Diretor-Geral da URI Santiago, Professor Júlio Cesar Wincher Soares. Também participaram dos pronunciamentos a coordenadora do Ateliê Miguelina, Professora Rosângela Montagner, e a diretora de Políticas para Pessoas Idosas e vice-presidente do Conselho Estadual da Pessoa Idosa, Cátia Siqueira. A visita também contou com a presença da diretora de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, Carina Bernardi, que acompanhou a agenda institucional.
Delegada de Polícia, mestre em Direito Público pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e doutoranda em Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha, Viviane Nery Viegas atua como secretária de Estado Adjunta da Mulher do Rio Grande do Sul. À frente da pasta, desenvolve ações voltadas à promoção da autonomia feminina, à garantia de direitos e ao fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres.
Durante sua manifestação, a secretária destacou a importância da articulação entre instituições, municípios e Estado para fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo ela, um dos grandes desafios é consolidar uma rede integrada de atendimento, aliada à produção de dados que permitam compreender a realidade dos territórios e direcionar ações mais efetivas.
A secretária também ressaltou que espaços como o Ateliê Miguelina cumprem um papel que vai além da oferta de atividades, tornando-se ambientes de acolhimento, escuta, fortalecimento de vínculos e promoção da autonomia feminina.
- A importância do que vocês fazem aqui vai além daquilo que vocês produzem. É trazer a comunidade para dentro da Universidade, criar espaços onde as mulheres possam empreender, se reconhecer, se escutar e compreender situações de violência que muitas vezes permanecem invisíveis - , enfatizou a secretária Viviane Viegas.
Para a coordenadora do projeto, professora Rosângela Montagner, a visita representa um importante reconhecimento institucional ao trabalho desenvolvido pela Universidade. Segundo ela, a presença da secretária de Estado Adjunta da Mulher consolida o Ateliê Miguelina como referência em políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero e amplia as possibilidades de fortalecimento das ações realizadas no interior do Estado.
Criado por meio de projeto aprovado no Edital do Fundo Estadual da Pessoa Idosa (FUNEPI/2024), o Ateliê Miguelina desenvolve atualmente o projeto "Empoderar para viver mais na Terra dos Poetas", contemplado pelo Edital Itaú/2025. A iniciativa reúne profissionais das áreas de sociologia, direito, psicologia, saúde coletiva, administração, serviço social, educação especial, gestão de projetos, alimentação e artesanato, constituindo uma tecnologia social inovadora voltada ao acolhimento de mulheres idosas em situação de violência.
O trabalho é desenvolvido a partir de quatro pilares principais: acolhimento e escuta sensível; manualidades afetivas como ferramenta de reconstrução emocional; empoderamento e protagonismo feminino; e ações de letramento sobre direitos e prevenção às violências de gênero.
Além de conhecer as atividades desenvolvidas pelo projeto, a visita permitiu o diálogo entre a equipe do Ateliê e representantes do Governo do Estado sobre demandas locais, possibilidades de parcerias e futuras ações de fomento. A aproximação fortalece a atuação conjunta entre Universidade e poder público, ampliando as perspectivas para a continuidade das iniciativas e para a construção de políticas públicas cada vez mais alinhadas às necessidades das mulheres da região.