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Aula inaugural do Curso de Psicologia promove reflexão sobre diferenças e desigualdades

31/08/2026 18h23
A aula inaugural teve como tema “Psicologia para quem? O compromisso ético diante das diferenças e desigualdades” e teve como participação especial o professor Me. Jairo Manzoni
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Acadêmicos do curso de Psicologia participaram da aula inaugural do segundo semestre, que promoveu reflexões sobre diferenças, desigualdades e o compromisso ético da profissão. / Crédito: Ana Paula R. Kemerich.

O Curso de Psicologia da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Câmpus de Santiago, realizou, na última quinta-feira, dia 27 de agosto, sua aula inaugural do segundo semestre de 2026 com uma reflexão sobre o compromisso ético da profissão diante das diferenças e desigualdades. A atividade, promovida pelo Curso junto ao Diretório Acadêmico e alusiva ao Dia do Psicólogo, teve como tema “Psicologia para quem? O compromisso ético diante das diferenças e desigualdades” e contou com a participação do professor Me. Jairo Manzoni.

A proposta da aula foi provocar nos acadêmicos um olhar mais crítico sobre a psicologia e, especialmente, sobre as diferentes pessoas e realidades que encontrarão ao longo de suas trajetórias na psicologia:

- Formar psicólogos também é formar profissionais capazes de questionar aquilo que parece natural, perceber o que muitas vezes não é dito e compreender que não existe uma única maneira de viver, sentir, pensar ou existir. Desejo que os futuros psicólogos possam levar da sala de aula não apenas conhecimentos para exercer a profissão, mas também perguntas que os acompanhem durante toda a sua trajetória. Uma Psicologia comprometida com as pessoas precisa estar disposta a enxergar o outro em suas diferenças, diversidades, histórias e desigualdades -, afirma Prof. Jairo Manzoni.

Além disso, o psicólogo também afirma que formar psicólogos é sinônimo de formar profissionais capazes de questionar aquilo que parece natural e compreender que não existe uma única maneira de viver, sentir, pensar ou existir:

- Desejo com esta provocação que os futuros psicólogos possam levar da sala de aula não apenas conhecimentos para exercer a profissão, mas também perguntas que os acompanhem durante toda a sua trajetória. Isto porque uma Psicologia comprometida com as pessoas precisa estar disposta a enxergar o outro em suas diferenças, diversidades, histórias e desigualdades  -, declara o psicólogo.

Para o acadêmico Rafael Hahn da Costa, a experiência pessoal do professor contribuiu para ampliar a reflexão. Segundo ele, ao falar sobre inclusão e desigualdade, Jairo não estava tratando apenas de conceitos e teorias, mas de situações que fizeram parte de sua própria história.

Um dos pontos que mais chamou a atenção do acadêmico foi a necessidade de compreender a inclusão para além da oferta de oportunidades. Ele cita, como exemplo, uma empresa que disponibiliza uma vaga para uma pessoa com deficiência, mas não possui um ambiente preparado para recebê-la. Nesse sentido, inclusão também significa oferecer condições para que a pessoa possa participar e se sentir parte daquele espaço.

O acadêmico também relaciona a sua percepção à formação dos futuros psicólogos.

- Vamos trabalhar com pessoas que têm histórias e realidades muito diferentes das nossas e que podem enfrentar dificuldades que a gente nunca viveu, sejam elas físicas, psicológicas, sociais ou de qualquer outra natureza. Pra mim fica principalmente essa reflexão: que tipo de psicologia a gente quer construir e pra quem ela está sendo construída? Porque falar de uma psicologia mais humana, ética e inclusiva também significa pensar se ela realmente consegue acolher todas essas diferentes formas de existir -, declara o futuro psicólogo.

A acadêmica do 7º semestre de Psicologia, Marizane Sampaio, também destacou a importância da atividade. Para ela, conhecer a trajetória e as vivências do professor Jairo Monzoni proporcionou um novo olhar sobre a inclusão social.

- Sua fala foi sensível, fluida e verdadeira, trazendo não apenas conhecimento, mas também a experiência de quem vive os desafios da inclusão. Isso me fez refletir ainda mais sobre o papel da Psicologia no acolhimento e na construção de uma sociedade mais inclusiva. Parabenizo a URI pela iniciativa e pela escolha de um profissional que, além de todo o conhecimento, tem uma experiência de vida que torna essa reflexão ainda mais potente ao tema -, declara a acadêmica.

Ao colocar em discussão a pergunta “Psicologia para quem?”, a aula inaugural do curso de Psicologia propôs aos acadêmicos uma reflexão que vai além da formação técnica. A atividade reforçou a importância de uma Psicologia capaz de reconhecer diferentes histórias, diversidades e desigualdades e de compreender como essas condições influenciam as oportunidades, barreiras e possibilidades vivenciadas pelas pessoas.

Fonte: Andressa Marin - Núcleo de comunicação da URI Santiago
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