Na segunda-feira, 3 de agosto, a Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Câmpus de Santiago deu início às atividades do PET-Saúde: Clima, projeto desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Santiago, com apoio do Ministério da Saúde.
A programação iniciou às 16h com uma reunião de alinhamento entre os tutores da URI, marcando o primeiro momento de organização das atividades do projeto. Durante o encontro, foram apresentados a estrutura dos cinco Grupos de Trabalho, a forma de integração entre universidade, serviços de saúde e comunidade, além das atribuições dos tutores, preceptores e acadêmicos. Também foram definidos os encaminhamentos para o cadastramento dos participantes no Sistema de Gestão do PET-Saúde (SIGPET) e as primeiras atividades de planejamento e organização dos grupos, que atuarão de forma articulada com os preceptores da rede municipal de saúde e os estudantes bolsistas.
À noite, às 18h, foi realizada a reunião geral de abertura, marcando a apresentação oficial do PET-Saúde: Clima aos participantes. O encontro contou com a participação do Diretor Acadêmico da URI Santiago, Professor Izaque Machado Ribeiro, da Secretária Municipal de Saúde de Santiago, Silvana de Oliveira Silva, e do coordenador do projeto, Prof. Me. Evandro Almeida. Em suas manifestações, as lideranças ressaltaram a importância da integração entre a Universidade, a gestão pública e a comunidade para o fortalecimento das ações em saúde e para a construção de estratégias voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. Na oportunidade, o coordenador do projeto apresentou a estrutura do projeto, os cinco Grupos de Trabalho e a organização das atividades que serão desenvolvidas ao longo da execução da iniciativa.
O PET-Saúde: Clima reúne 63 participantes, entre estudantes, professores da URI e profissionais da rede municipal de saúde, fortalecendo a integração entre ensino, serviço e comunidade. Participam da iniciativa acadêmicos dos Cursos de Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Fonoaudiologia, Psicologia, Agronomia e Ciência da Computação, que atuarão de forma interdisciplinar em cinco grupos de trabalho.
As ações do projeto estão organizadas em três eixos principais: vigilância e cuidado no território, com identificação de vulnerabilidades relacionadas à água, ao saneamento e às mudanças climáticas; atenção especializada, voltada ao acesso aos serviços de saúde, à regulação e à saúde mental das populações mais vulneráveis; e comunicação e inovação, responsável pela produção de materiais educativos e alertas sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde.
A proposta parte da realidade vivenciada pelo município de Santiago, que enfrenta períodos recorrentes de estiagem e já teve situação de emergência reconhecida. Nesse contexto, o PET-Saúde: Clima busca aproximar a Universidade, o Sistema Único de Saúde (SUS) e a comunidade para desenvolver ações de prevenção, promoção da saúde e enfrentamento das emergências climáticas, pautadas pelos princípios da equidade e da justiça social.
Nesta primeira etapa, estão previstas atividades de campo em bairros do município e em 19 localidades rurais prioritárias, onde serão realizados estudos e ações voltados à redução dos impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população. A iniciativa conta ainda com a parceria da Defesa Civil, sindicatos e associações rurais, da Emater e do COMPIER, fortalecendo uma atuação intersetorial em benefício da comunidade.
Nos próximos dias, serão concluídos os cadastros dos participantes no SIGPET e terão início as atividades de planejamento e reconhecimento dos territórios, dando sequência às ações previstas pelo projeto. A expectativa é que o PET-Saúde: Clima fortaleça a integração entre ensino, pesquisa, extensão e serviço, contribuindo para a formação dos acadêmicos e para o desenvolvimento de estratégias que promovam uma saúde pública mais resiliente frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.