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Cesta básica em Santiago tem queda de 3% em maio, aponta pesquisa do Curso de Administração da URI

10/06/2025 16h56
Redução no custo mensal representa alívio para o orçamento das famílias e sinaliza possível reversão na tendência de alta dos alimentos
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Divulgação. / Crédito: Internet

O Curso de Administração da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Câmpus de Santiago, divulgou os dados atualizados da pesquisa sobre o custo da cesta básica no município, referente ao mês de maio de 2025. Após dois meses consecutivos de alta, o levantamento aponta uma queda de 3% no valor da cesta, que passou de R$ 749,00 em abril para R$ 726,58 em maio — uma economia de R$ 22,42 para o consumidor.

Mais do que uma lista de produtos essenciais, a cesta básica é um importante termômetro do custo de vida local e da capacidade de compra das famílias, sobretudo aquelas que vivem com o salário mínimo. Quando seu preço varia, o impacto é direto no orçamento familiar e no poder de compra da população, tornando o acompanhamento mensal uma ferramenta essencial para a análise da inflação real.

A queda observada em Santiago segue a tendência nacional: segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o preço da cesta básica recuou em 15 das 17 capitais brasileiras pesquisadas em maio, com retração média de 1,15%.

Em Santiago, o recuo no valor da cesta possibilita, por exemplo, a aquisição adicional de 4 litros de leite, 4 quilos de arroz ou feijão, ou até 30 pães de 50 gramas, com o valor economizado em relação ao mês anterior. Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, 8 registraram redução de preços, com destaque para:

  • Tomate: -29%
     

  • Farinha de trigo: -9%
     

  • Arroz: -8%
     

  • Leite: -7%
     

  • Feijão: -6%
     

Entretanto, nem todos os produtos apresentaram queda. O café teve aumento de 9%, enquanto a batata inglesa subiu 16% apenas em maio, acumulando uma alta de 45% nos últimos três meses, o que acende um alerta para esse item específico.

No comparativo com a média nacional, que foi de R$ 743,28 em maio, Santiago segue com custo inferior. A capital gaúcha, Porto Alegre, apresentou uma redução de 1,82%, com a cesta custando R$ 819,05 — a quarta mais cara entre as 17 cidades analisadas. Na outra ponta, Aracaju (SE) continua a registrar o menor valor do país, com R$ 579,54.

Se fosse considerada entre as capitais pesquisadas, Santiago ocuparia a 12ª posição em maio, apresentando custo superior a outras seis capitais brasileiras. O tempo de trabalho necessário para um trabalhador assalariado santiaguense adquirir a cesta caiu de 117 horas em abril para 112 horas em maio, ou seja, cinco horas a menos — um dado positivo para a renda do trabalhador.

Com base nos critérios do DIEESE e no preceito constitucional de que o salário mínimo deve suprir as necessidades básicas de uma família composta por dois adultos e duas crianças, o salário mínimo ideal em maio de 2025 deveria ser de R$ 6.053,60 — valor quase quatro vezes maior do que o salário mínimo vigente.

A pesquisa desenvolvida pelo Curso de Administração da URI Santiago reafirma o compromisso da universidade com a análise de indicadores socioeconômicos locais, contribuindo para o entendimento da realidade regional e para a formulação de políticas públicas que visem à melhoria da qualidade de vida da população.

O boletim completo da pesquisa está disponível abaixo.

 

Fonte: Emanuely Guterres Soares
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