No mês de dezembro de 2024 o valor da cesta básica de Santiago teve um pequeno recuo de 0,32% em relação ao mês anterior, o custo foi de R$ 694,40 ante a R$ 696,65 de novembro de 2024. Sendo assim, o Curso de Administração da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) Câmpus de Santiago, calculou a variação do último quadrimestre (setembro-dezembro) e concluindo que o período apresentou um aumento acumulado de 3,18% acima do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), apurado pelo IBGE que foi de 1,93% para o mesmo período.
O INPC verifica a variação do custo de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos. Esses grupos são mais sensíveis às variações de preços, pois tendem a gastar todo o seu rendimento em itens básicos.
Os produtos que tiveram maiores aumentos acumulados de setembro a dezembro foram a farinha de trigo com 42%, óleo de soja com 30% e o feijão com 19%. A carne a qual compromete 20% do salário do trabalhador santiaguense teve um aumento acumulado de 11% nesse período. Os produtos que tiveram quedas nos preços foram a batata inglesa com -29%, a banana caturra com -17% e o tomate com -5%. Seguindo a metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), quando calcula-se somente o valor dos 13 produtos que compõem a cesta do trabalhador santiaguense observa-se uma queda de -1,83% e os produtos responsáveis para esse percentual foram: farinha de trigo -37%, o arroz -10% e o tomate em -8%.
Diferentemente do mês de novembro, dos 13 produtos que compõem a cesta básica apenas 4 produtos tiveram aumentos acima da inflação no mês de dezembro (052%, INPC), entre eles temos: açúcar cristal com 8,7%, óleo com 6,88% e manteiga com 8,15% e o feijão com 7,15%.
O Custo médio da cesta básica nacional (DIEESE) pesquisado em 17 capitais ficou no mês de dezembro/24 em R$ 702,03 e em Porto Alegre R$ 783,72 a terceira mais cara do país, atrás de São Paulo e Florianópolis. Se em novembro um trabalhador assalariado de Santiago comprometia 53,75% do seu rendimento (descontado os 7,5% da previdência social) e precisaria trabalhar 109 horas para comprar 1 cesta básica, agora em dezembro o comprometimento do seu salário corresponde 53% a e teria que trabalhar aproximadamente 1hora a menos, portanto podemos considerar uma estabilização do custo da cesta básica de Santiago no mês de dezembro.
Por fim, o DIEESE considera o preceito constitucional de que o salário mínimo deve atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família e cujo valor é único para o país. Usa-se como base o Decreto Lei nº 399/38 que estabelece que o gasto com alimentação de um trabalhador adulto não pode ser inferior ao custo da Cesta Básica de Alimentos. A família considerada para o cálculo é composta por 2 adultos e 2 crianças, que por hipótese, consomem como 1 adulto.
Com isso o salário mínimo necessário seria de R$ 5.833,63, ou seja, deveria ser 4,13 vezes maior do que o valor atual.
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